Sábado, 29 de Maio de 2010

Puzzle

 

 

Num canto da minha casa junto as peças espalhadas pelo chão, peças essas que representam toda a minha vida... Até hoje!

Quantas vezes refiz este mesmo puzzle?

Não sei, perdi a conta!

Começo sempre pelas peças que invocam recordações felizes, as suas cores são brilhantes, alegres e com alguns toques de purpurina. As peças encaixam com tanta facilidade que me motivam a continuar.

Vislumbrando de novo o monte de peças, saltam à vista as cores mais escuras como o negro da noite, o azul do fundo do mar ou o cinzento de um dia chuvoso ilustrado agora na minha face por uma lágrima que teima em cair. Respiro fundo e estendo as mãos numa tentativa sóbria de completar esta parte da minha vida que tantas vezes tentei esquecer.

Depois de terminado sorriu, afinal não passam de recordações. As restantes peças são de um tom pastel que chega a ser guloso, como se de pequenas gomas se tratassem. Identifico-as como acontecimentos importantes que levaram às decisões tomadas na minha vida. Estas são as peças que fazem a junção de ambas as partes: a Felicidade e a Tristeza.

Ao unificar o puzzle com o objectivo de dá-lo por terminado, fico surpresa ao constactar que no centro há uma peça em falta!

Rodo sobre mim mesma, com o desespero a aflorar, numa tentaiva frustrada de a encontrar. Levanto-me repentinamente com o intuito de ter um vislumbre mais amplo do espaço.

Para minha surpresa a peça encontrava-se exactamente no sitio onde estava sentada.

Uma peça branca e reluzente que pulsava de vida, era mais pequena que as restantes e no centro uma palavra com apenas duas letras estava gravada: "EU" conseguia-se ler.

Dirigi a atenção de novo ao puzzle e tentei encaixar a peça com o objectivo de o terminar, mas não consegui!!

A peça era demasiado pequena, conclui então que ainda não era desta que acabaria o puzzle.

Havia ainda muito para viver, para aprender mas essencialmente muito...

Para CRESCER!

 

Fico assim à espera que a peça viva, aprenda e cresça o suficiente para um dia mais tarde encaixar e terminar o puzzle! =)

 

 

 

Nota de Rodapé: Hoje já saiu qualquer coisa!
Escrito por Sophia às 11:32
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Sábado, 22 de Maio de 2010

New Moon

 

Fonte

 

 

Do livro: "Lua Nova" de Stephenie Meyer.

 

Gostaria de publicar algo mais pessoal mas ando mesmo sem tempo.

Consequência: sem ideias ou até mesmo paciência para escrever!

  

Nota de Rodapé: Sem tempo para nada! =S Mesmo!
Escrito por Sophia às 12:31
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Sábado, 15 de Maio de 2010

More than Words

Poderia dizer mil e uma coisas bonitas, poderia escrever um texto com todo o tipo de adjectivos para qualificar a pessoa que és... Mas não o vou fazer!

More than words right? So...

 

 

 
Esta música apesar de antiga tem tudo a ver connosco, reflecte o que sentimos e que apesar das nossas embirrações, discussões, podemos até estar em desacordo, disparatar com o que for que no fundo sabemos que ambos não vivemos um... sem o outro!
 
 
Amo-te!
 
 
 
Afinal a melhor parte de discutir é mesmo fazer as pazes!! Ahahaha
 
 
 
Tradução - BR
[Minha Vida Seria Uma Droga Sem Você]
Acho que isso quer dizer que você sente muito
Você está parado em minha porta
Acho que isso quer dizer que você volta atrás
No que você disse antes
Como o quanto você queria
Qualquer uma, exceto a mim
Disse que você nunca voltaria
Mas aqui está você novamente

Porque nós pertencemos um ao outro agora
De alguma forma unidos aqui, para sempre
Você tem um pedaço de mim
E, honestamente
Minha vida seria uma droga sem você

Talvez eu tenha sido burra por te dizer adeus
Talvez eu tenha errado por tentar entrar numa briga
Eu sei que eu tenho problemas
Mas você também está muito confuso
De qualquer forma, eu descobri que eu não sou nada sem
você

Porque nós pertencemos um ao outro agora
De alguma forma unidos aqui, para sempre
Você tem um pedaço de mim
E, honestamente
Minha vida seria uma droga sem você

Estar com você é tão disfuncional
Eu realmente não devia sentir sua falta, mas eu nao posso deixar você ir.
Oh yeah

Porque nós pertencemos um ao outro agora
De alguma forma unidos aqui, para sempre
Você tem um pedaço de mim
E, honestamente
Minha vida seria uma droga sem você
 
 
 
Nota de Rodapé: Hoje deu-me para isto! =P
Escrito por Sophia às 12:29
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Quarta-feira, 12 de Maio de 2010

Poema - Amor?

 

 

Amor?
 
Numa casa pequena,
Sombria e quase abandonada,
Diz-se que vivia uma familia
por todos indesejada.
 
Posso então confessar
Que fiquei intrigada.
E para procurar respostas
Acordei motivada.
 
Foi por entre rumores que percebi
Que um segredo ali havia,
E com horror descobri
Que na mulher o homem batia!
 
Sem saber o que fazer
Ou em que podia ajudar,
Dirigi-me à pequena casa
Para com a mulher tentar falar.
 
A medo me atendeu
E me deixou entrar,
Pois o seu marido a qualquer hora
Podia para casa voltar.
 
Com tristeza e melancolia
Comigo desabafou,
Contou-me como havia sido um dia
e com que homem se casou.
 
Da sua tez branca,
Nada restava...
Apenas a marca de surras recentes
Que o próprio marido lhe dava.
 
Quando lhe disse para se defender
Com medo recuou.
Disse para não me meter
E para fora quase me enxotou.
 
Sem perceber o fundamento
Daquela reacção,
Perguntei-lhe o porquê?
E ela respondeu-me com o coração:
 
"Eu prefiro morrer...
Do que dele me separar,
Porque foi com ele que escolhi viver
E é só com ele que vou ficar.
 
Nunca vou amar alguém
Como amo o meu marido,
Apesar de todas as coisas
Que já possa ter sofrido.
 
Se algum dia ele me odiasse...
De desgosto ia morrer,
Pois de nada me serve a vida
Sem a pessoa que me faz viver!"
 
Com isto terminou
E a casa abandonei.
Só então percebi
Que lá o amor é rei!
 
Sem palavras prossegui
E com uma lição aprendida:
O quanto, por vezes, pode ser cruel
O amor na nossa vida!
 
Sofia Santos

 

 

Este poema é uma excepção, escrevi não porque tenha algo a ver com experiências passadas ou presentes, graças a Deus não tem nada a ver comigo, simplesmente foi uma forma que encontrei para tentar compreender o porquê de muitas vezes, mulheres ou mães de familia se sujeitarem a serem espancadas e humilhadas pelos maridos até um dia eles mesmos as matarem... Dias atrás enquanto jantava, uma reportagem no noticiário despertou-me a atenção, era uma lista vasta com o nome de vitimas dos próprios maridos, desde os 23 aos 82 anos, desde baleada a esfaqueada, mas afinal são seres humanos ou bichos? Este é um assunto que me choca e infelizmente bastante real... No entanto foi a pensar nas mulheres que escrevi este poema e quero acreditar que seja real, o facto de elas aguentarem tudo é por amor e não por medo, que no meio de tanto sofrimento exista algo de bom, algo que lhes faça viver...

 

 

Escrito por Sophia às 12:14
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Quarta-feira, 5 de Maio de 2010

Poema - Ironia

 

 

Por mero acaso o conheci!

Na altura nem me interessei,

Mas depois de muito pensar

é que pude realizar...

Que por ele me apaixonei!

Carinhoso, atencioso,

tudo o que podia desejar.

Mas não tardou a descobrir

que a seu lado não era meu lugar!

A principio não me importei,

Afinal era passageiro!

Até que... Chorei!

E descobri que era verdadeiro.

Tantos os que me quiseram,

Tantos os que fiz sofrer...

Mas só agora percebo, consigo ver:

Todos fiz sofrer,

Muitas foram as promessas esquecidas,

Histórias que nem chegaram a começar,

Histórias à partida... Perdidas!

Agora no seu lugar,

As coisas mudam de figura...

Sinto-me triste, deprimida!

Percebo como fui dura...

Outrora por todos desejada,

Hoje desejando alguém que não me quer,

Deixo para trás a criança!

E torno-me numa mulher!

Amar quem não me ama!

Ser amada por quem não quero!

É uma forma de gostar sofrida...

Sendo esta afinal a ironia da minha vida!

 

Sofia Santos

2004

 

Mais um poema escrito há alguns aninhos atrás, dedicado a uma daquelas paixões arrebatadoras que com o tempo não passam mesmo disso... Paixões! Hoje quando olho para este tipo de poemas dou conta de como a vida dá voltas e muitas vezes me questiono se não será mesmo obra do destino! Porque se no passado sofri... Hoje sou feliz! =)

 

 

 

 

Nota de Rodapé: Sem tempo para nada! =S
Escrito por Sophia às 10:43
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